Formando multiplicadores: FHO|Uniararas na Operação Tocantins do Projeto Rondon
Formando multiplicadores: FHO|Uniararas na Operação Tocantins do Projeto Rondon
Quinta-Feira - 16 de fevereiro de 2017

Foram 16 dias de muito trabalho e (re)conhecimento. Reunidos em uma grande família, oito alunos da FHO|Uniararas, acompanhados dos professores Aloísio Calsoni Bozzini e Vandenilson José Zorél, participaram de mais uma edição do Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa.

A Operação Tocantins envolveu mais de 320 voluntários, de 32 instituições de ensino superior, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento e o fortalecimento da cidadania do universitário e com o desenvolvimento sustentável, o bem-estar social e a qualidade de vida das comunidades carentes.

Entre os 16 municípios atendidos, a cidade de Presidente Kennedy atribuiu um sentido especial à experiência dos nossos alunos. Foi lá que eles colocaram em prática as oficinas e atividades preparadas com tanto empenho e carinho para a comunidade.

A Operação teve início com a recepção de todos os estudantes em uma cerimônia de abertura, realizada no auditório da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e no domingo pela manhã, as equipes deslocaram-se para as cidades destino.

Em Presidente Kennedy, município de aproximadamente 3.738 habitantes (dados do IBGE 2016), nossos alunos foram acolhidos pela comunidade e colocaram em prática todas as oficinas e atividades programadas com o apoio e o envolvimento de crianças, jovens e adultos. Cheios de interesse e expectativas, eles receberam com muita alegria a visita dos rondonistas.

De porta em porta, nossa equipe esclareceu dúvidas sobre saneamento básico e saúde, além de promoverem capacitações sobre Agentes Ambientais Voluntários, Artesanato, Automaquiagem, Defensivos Naturais, Hidroponia e Irrigação Ecológica, Informática, Empreendedorismo, Lian Gong, Marketing Pessoal e Empresarial, Oratória, Teatro Infantil, Escovação Dental, Lousa Digital e Sistema de Produção Mandalla.

Também ensinaram, na prática, a montagem de um forno solar, horta comunitária, composteira caseira e a produção de sabão, contribuindo com a sustentabilidade e o desenvolvimento da população.

O ingresso na universidade também foi tema de conversa entre os estudantes e a comunidade e, para finalizar este lindo trabalho, as ações extrapolaram os limites das oficinas e levaram nossos rondonistas, juntamente com a equipe da UENP - Universidade Estadual do Norte do Paraná, a pintarem o portal de entrada de Presidente Kennedy, deixando registrado no tempo não somente a sua ação multiplicadora, como o seu carinho pela cidade.

Nossos alunos voltaram revigorados e compartilharam suas experiências:

"Participar desse Projeto foi uma das coisas mais importantes que já fiz. Ele desperta na gente o sentimento de ser solidário, de olhar para as pessoas e ver além daquilo que a nossa rotina e comodidade nos permite ver. Como Rondonista, sinto que cumpri meu papel, uma vez que ouvir da comunidade de Presidente Kennedy que fizemos a diferença, valorizou o trabalho que tivemos. Aprendi uma grande lição: todo gesto vindo das pessoas que - apesar do pouco que têm - decidem compartilhar, tornam-se nobres e multiplicam as esperanças de termos fé nas pessoas. Como futura psicóloga, posso dizer que o Rondon me fez amar ainda mais a profissão que escolhi. Acho que o Rondon proporciona a união das pessoas, profissionais de diversas áreas, que se dedica ao outro sem esperar nada em troca, mas é surpreendido por receber acolhimento, afeto e agradecimento resumidos em sorrisos, olhares e gestos sinceros. No começo do processo seletivo escolhi a palavra 'gratidão' para expressar o que eu achava que seria o Rondon. E foi isso que se tornou o Rondon: gratidão a tudo e a todos!"
Adriana Ferreira (Psicologia)

"O Projeto Rondon é a maior realização da minha vida, simplesmente pelo choque de realidade vivido. O fato de sairmos de nossas casas para encontrarmos pessoas que têm estilos de vida tão diferentes já nos ensina que somos muito pequenos e o Brasil é gigante. Defino a experiência como um ano de faculdade em vinte dias, um ano de convivência social e familiar em vinte dias e uma vida de lembranças a serem guardadas em vinte dias. Os amigos rondonistas se tornaram minha família e em Presidente Kennedy ganhamos também dezenas de professores, que nos deram lições de vida e cidadania. Ressignificação, essa é a palavra para tentar descrever o que o Rondon é. Com ele, aprendemos a dar novo sentido à nossa vida, aos nossos bens, ao nosso aprendizado e, com certeza, às pessoas. Então vejo Rondon como um grande degrau na minha escada de crescimento pessoal. Espero ter feito a diferença com meus esforços em Presidente Kennedy, por que, com certeza, sem esforço algum, esses dias fizeram toda a diferença na minha vida."
Davi Silva (Biologia)

"Não imaginava que a tarefa mais difícil seria voltar e tentar responder o que foi o Rondon para mim. Ainda estou procurando uma palavra ou um acontecimento que descreva o que vivemos lá, mas não há o que descreva! Nos preparamos para a chegada em Presidente Kennedy pensando que nossa bagagem de conhecimentos a serem repassados para a comunidade era boa. Mas a volta nos trouxe a sensação de que teríamos que pagar excesso de bagagem, pois voltamos com muito mais conhecimento do que levamos. Tivemos que sair do nosso conforto e aprender coisas novas para ensinarmos, mas conseguimos e o trabalho foi bem feito. Acredito que a maior transformação de todas foi singular, tudo o que vivemos provocou mudanças que irão moldar nossa vida, nossa profissão, nossa forma de ser humano. Obrigado Rondon, obrigado Tocantins, obrigado Presidente Kennedy: essa vivência será eterna".
Diego Carneiro (Odontologia)

"O Rondon mudou completamente a minha vida. Eu já esperava algo impactante, mas o que vivi naquele lugar superou todas as minhas expectativas. Até hoje fico relembrando a forma como os moradores de Presidente Kennedy nos acolheram, sempre tão alegres e prestativos. Com eles aprendi que nada pode abalar minha felicidade ou tirar meu sorriso do rosto porque, apesar de todas as dificuldades que o município enfrenta, não encontrei pessoas tristes, ao contrário, vi pessoas cheias de vida e de felicidade, dispostas a compartilhar o pouco que possuem. Como futura psicóloga, sinto que enriqueci profissionalmente, pois em algumas oficinas coloquei em prática conteúdos que aprendi em sala de aula. A psicologia é uma das grandes paixões da minha vida, pois através dela podemos enxergar o ser humano de outra forma, sem julgamentos ou pré-conceitos, e dessa forma ajudá-lo. Ouvir e entender cada pessoa é algo que me fascina e me inspira a continuar nessa profissão e, sem dúvida, cada história que ouvi em Tocantins me fez ter a certeza de que estou no curso certo. A diferença cultural é marcante e fascinante e através dela pude enxergar que todos somos seres humanos iguais. Independente de cultura, religião, todos merecemos ser ouvidos. O Projeto Rondon possibilitou essa atenção e mobilização para o município e os multiplicadores que ali foram criados não poderão ser excluídos. Me sinto privilegiada por ter feito parte de todo esse processo".
Natalia Lima (Psicologia)

"Desde o começo acreditava que participar do Projeto Rondon seria uma experiência maravilhosa, repleta de aprendizado e troca de conhecimentos. Mas as minhas expectativas foram superadas. O enorme amor e carinho com que a população de Presidente Kennedy nos recebeu foi algo que me cativou muito. Eu aprendi que um sorriso sincero, um abraço apertado e uma conversa amiga, por mais simples que pareçam, podem ter um impacto enorme na vida das pessoas. Aprendi também o sentido de se doar a uma causa sem esperar nada em troca. Por fim, compreendi que eu não posso modificar a realidade de um local, mas posso contribuir com a formação de multiplicadores. O Rondon me ofereceu a oportunidade de modificar a minha realidade. Acredito que esses conhecimentos - aos quais eu dificilmente teria acesso através de livros ou dentro da sala de aula- foram os mais importantes que pude adquirir até o momento. Sou muito grata aos moradores de Presidente Kennedy, à equipe FHO| Uniararas e a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para que essa experiência fosse tão incrível e enriquecedora. Tenho a certeza de que esses 19 dias tão intensos e de muita reflexão, amor e aprendizado, irão me acompanhar por toda a vida".
Maria Carolina Corrocher (Engenharia de Produção)

"A experiência foi inexplicável. Não tem como descrever em palavras os sentimentos que vivenciamos lá. Em minha opinião, todos deveriam passar por essa experiência, que enobrece o coração e a alma e constrói amizades. Você aprende a não julgar, tenta compreender as coisas da melhor maneira possível, tenta estar aberto a mudanças e percebe que ainda existe amor ao próximo. Nunca me senti tão em casa estando tão longe dela, e tenho certeza que as pessoas que estavam comigo realmente deveriam estar lá. Formamos um grupo sensacional, harmônico, verdadeiro, forte e de confiança. O que também nos agregou experiência profissional, pois é fundamental estar aberto a mudanças e a lidar com situações diversas. Ser flexível e saber trabalhar em grupo facilita todas as coisas".
Flávia Balbo (Ciências Contábeis)

"O Rondon marcou minha vida: não há como esquecer os sentimentos descobertos durante a Operação. Quando saí de casa no dia 19 de janeiro, tinha a sensação de que minha missão seria transformar vidas. Engano meu. Certamente toquei centenas delas, direta ou indiretamente, com o pouco que pude compartilhar com cada um que cruzou o meu caminho. Mas a verdade por trás do Projeto Rondon é a de transformar a vida do rondonista. O projeto entrou na minha vida em um momento de intensa caminhada rumo a pessoa que busco ser, pessoal e profissionalmente falando. Desde que escolhi a enfermagem, me propus a dar o meu melhor e a ser luz na vida daqueles que por minhas mãos passassem. Porém, o cansaço, as adversidades e a rotina são fatores que infelizmente atenuam o brilho da nossa luz interior, desviando nosso olhar das coisas que realmente importam na vida. Estar longe de casa, com novas responsabilidades, conhecer a luta, os sonhos e as dificuldades, confrontar meus próprios medos e sonhos e descobrir um sentido para isso foi o que o Projeto Rondon proporcionou para mim. Ser rondonista é descobrir que cada ser humano é valioso, cada história é única, que o amor e as amizades são as nossas maiores riquezas e que nossa evolução nesse mundo não acaba nunca. Dá pra ser luz em meio às dificuldades, dá pra ser luz em meio ao cansaço e à saudade. E se a minha luz hoje brilha mais forte eu devo isso ao Projeto Rondon- Operação Tocantins".
Giulia Stefani da Silva (Enfermagem)

"A Operação Tocantins foi muito melhor do que eu tinha sonhado. Todos os meses de preparação serviram para me guiar no que eu poderia encontrar durante o projeto, mas isso ainda não foi suficiente. Cada abraço, sorriso, olhar e afeto que recebemos reafirmaram no meu coração o motivo de eu estar ali. Não fui para o Tocantins ser um assistencialista e mudar uma cidade, fui levar o pouco que aprendi na faculdade e receber o muito que eles aprenderam na vida. Fui com o objetivo de formar multiplicadores. Como estudante de Engenharia de Produção, levei o que aprendi em sala para a vida real, concluindo que nada é perfeito e tudo tem que ser adaptado. Tenho total convicção de que serei um profissional melhor, pois aprendi a me adaptar, a usar a criatividade e a falar com clareza e objetividade, sempre respeitando os limites e restrições da população. Só tenho a agradecer aos responsáveis por este projeto, às pessoas que foram comigo nesta jornada, a toda população de Presidente Kennedy que nos recebeu de braços abertos, à minha família, que sempre me apoiou e a todos que de alguma forma fizeram parte dessa aventura comigo. Hoje eu posso dizer que tenho orgulho de ser rondonista e que esta saudade existe porque estes 19 dias valeram muito a pena".
José Lemos (Engenharia de Produção)

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